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Eletrotécnico multiplica salário por dez
Publicada em 16/08/2013

Diploma técnico abriu as portas para Rodrigo Ferreira trabalhar no Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Veja como fazer valer a pena o curso de educação profissional e conseguir um emprego.

Esta é a história de um craque. Na adolescência, o operador de sistema Rodrigo Ferreira era titular do time do bairro. Vivia no campinho de futebol, ao lado de casa, no subúrbio do Rio. 


"Eu passava muito mais tempo com a bola do que me dedicando aos estudos", lembra. 

A grande mudança na vida de Rodrigo começou no Maracanã. Foi no estádio que ele disputou uma partida decisiva. A arquibancada estava lotada. Eram milhares de jovens, que, assim como ele, tinham vontade de entrar em campo. Mas as vagas eram para poucos. Rodrigo conseguiu. E marcou um gol de placa! 

Mas não foi uma partida de futebol. Rodrigo disputou uma vaga para entrar em uma concorrida escola técnica federal: o Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet), no Rio de Janeiro. Todos os anos, a prova reúne cerca de 14 mil candidatos. Só 1,4 mil são aprovados. 



"Foi minha primeira vitória, meu primeiro desafio", diz Rodrigo. 

O que fez Rodrigo deixar o time de futebol do bairro e apostar nos estudos foi uma convocação do pai. Uma conversa séria, de homem para homem. 

"Pelo fato de eu chegar em casa e constantemente encontrá-lo jogando futebol na rua com os demais colegas, falei que ele deveria tomar uma atitude, que eu não teria condições de pagar escola porque não estava tendo o retorno esperado", conta o taxista Sidney Faria. 

O filho até hoje se emociona ao lembrar. 

"Eu propus que ele prestasse concurso para uma escola técnica para se profissionalizar em alguma coisa", lembra o pai. 

A família, com muita dificuldade financeira, decidiu investir o pouco que tinha na educação do filho. 

"A inscrição custava R$ 10. E eu só tinha R$ 10. Foram R$ 10 que multiplicaram a nossa vida e a vida dele", conta a mãe Mara Ballestero. 

Hoje são os pais que contam com a ajuda do filho. Rodrigo ajudou a comprar um carro, a pagar as despesas da irmã na faculdade e a reformar a casa. Hoje o pai chora de emoção e prazer. 

Rodrigo subiu na vida, tem apartamento próprio e hoje ganha dez vezes mais do que no início da carreira. Mas não foi fácil. Ele entrou nos trilhos, mas teve que percorrer um longo caminho. O trajeto para a escola era de trem. Passava quase quatro horas por dia nos vagões. 

"Eu pensava que tanto esforço um dia teria que valer a pena", lembra Rodrigo. 

E como valeu a pena fazer o curso técnico e conseguir emprego na hora. 

"Nunca fiquei desempregado. Na verdade, já parei para pensar sobre isso: como seria procurar emprego?", diz o operador de sistemas. 

O diploma de técnico abriu as portas do centro de controle do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), onde poucas pessoas têm autorização para entrar. No local, a atenção é total. Rodrigo tem a responsabilidade de não deixar que nenhum lugar na Região Sudeste do país fique sem energia elétrica. E ele adora o que faz. 

"Isso faz com que eu pense que sinais de trânsito, hospitais, as pessoas em suas residências dependem da luz. Então, algum problema conosco toma proporções enormes. Sei que milhões de pessoas vão ser afetadas", constata Rodrigo. 

É um lugar cobiçado e para poucos. São apenas 30 operadores. Em todo o Brasil, pouco mais de 100. 

"Na prática a decisão de não deixar o Brasil apagar está nas mãos destes técnicos. São eles que estão aqui 24 horas por dia zelando pelo bom funcionamento.", comenta o gerente-executivo Jayme Darriba. 

“Isso corre na veia”, afirma Rodrigo. 

Dez anos depois, Rodrigo, profissional bem-sucedido, voltou à escola que mudou sua vida. 

"Sinto saudades, saudades dos amigos", comentou. 

Na escola, o menino de 15 anos virou homem, pronto para o primeiro emprego como eletrotécnico. 

"Um aluno como o Rodrigo me dá orgulho", comenta um professor. 

Todos têm certeza de que a sala de aula é um trampolim para um bom emprego. 

"Não estou preocupado porque sei que quando chegar ao fim vou estar dentro da indústria, já estou com um pé dentro", afirma o aluno Lucas Martins. 

Eletrotécnica é só um dos 27 cursos técnicos oferecidos pelo Cefet do Rio de Janeiro. Entrar é difícil. Se formar então... O curso é rigoroso. Ensino médio e técnico juntos, em período integral. Nas turmas de 40 jovens, em média, apenas dez chegam ao fim. Mas, segundo o diretor, Miguel Badenes que também estudou no Cefet, a recompensa vem rápido. A escola tem 3,2 mil empresas conveniadas de olho nos alunos. 

"Eu garanto que nenhum aluno do Cefet que queira galgar o mercado de trabalho ficará desempregado. O técnico é valorizado no mercado de trabalho. Em média, o salário de um aluno que termina o curso técnico e termina seu período de estágio está acima de R$ 1,2 mil. Grandes empresas contratam como primeiro emprego e pagam salários de até R$ 1,8 mil", declara o diretor. 

Foi o que aconteceu com Rodrigo. Hoje ele é exemplo para outros jovens. O aluno André Heleno Batista também conhece as dificuldades da vida. O pai é servente de pedreiro e a mãe, faxineira. André é um aluno brilhante do curso de eletrotécnica. Prestes a concluir o ensino técnico, ele já tem proposta de emprego. 

"Com certeza, o ensino técnico vai mudar a minha vida. Já está mudando muito", constata André. 

Assim como mudou a vida de Rodrigo. O menino que jogava bola realmente virou um craque, mas ainda sonha com novas vitórias. "Eu continuo estudando, estou cursando engenharia elétrica. Terminando a faculdade, acredito que novos horizontes vão abrir. Eu vou lutar, mais uma vez, para conquistar mais objetivos e não tem onde parar", diz.

Fonte: Globo Repórter

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